O segundo sexo I Simone de Beauvoir
O segundo sexo II Simone de Beauvoir
A Mistica feminina Betty Friedan
A vindication of the rights of women Mary Wollstonecraft
Memórias da transgressão Glora Steinem
Um amor conquistado Elisabeth Badinter
Gordura é uma questão feminista Susie Orbach
O feminismo mudou a ciencia Londa Schienbinger
Genero corpo conhecimento Jaggar e Bordo
Genero sexualidade e educação Guacira Lopes
Corpo feminino em debate Matos e Soihet
Genero e ciencias humanas Neuma Aguiar
Marcadas a ferro vários autores
Olhares feministas vários autores
Genero feminismos e ditaduras no cone sul
Reflexoes feministas sobre informalidade e trabalho doméstico
Os monólogos da vagina Eve Ensler
O cálice e a espada Riane Einsler
Eu nem imaginava que era estupro Robin Warshaw
Sexualidade da mulher brasileira: corpo e classe social no Brasil Rose Marie Muraro
The Industrial Vagina: The political economy of the global sex trade Sheila Jeffreys
Creches públicas garantir o direito das mulheres ao trabalho e ao estudo
Where We Stand Class Matters - bel hooks
We Real Cool Black Men Masculinity - bell hooks
Textos interessantes:
O Dilema do Homem Branco - A procura do que deve ser destruído - Maria Mies
Quando feministas tomam conta de homens
Feminilidade, Heterossexualidade e a Síndrome de Estocolmo
Adeus a Tudo Isso de Robin Morgan
Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher
Prostitution is sexual violence
Coletânea de textos sobre feminismo
Igualdade de oportunidades para as mulheres Eva Alterman Blay
As guerras religiosas contra as mulheres _excerto de A guerra contra as mulheres de Marilyn French
A origem da família da propriedade privada e do estado Engels

“Mulher, você vai gostar, tô levando uns amigos pra conversar…” No centenário do Dia Internacional da Mulher, provavelmente a personagem de Chico Buarque, na divertida “Feijoada completa”, nem estaria em casa para recepcionar a trupe de amigos do marido. Ela estaria ocupada, desenvolvendo mil projetos no trabalho ou consumindo cultura. Brincadeiras à parte, dados estatísticos mostram os avanços e a inclusão feminina nos ambientes culturais e corporativos. As mulheres leem mais no Brasil, como demonstra a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro. Os dados revelam que 55% dos leitores brasileiros são mulheres – elas consomem, em média, 5,3 livros por ano contra os 4,7 livros anuais lidos pelos homens. Um outro estudo, conduzido pelo Instituto QualiBest, revelou que as mulheres internautas também leem mais: 55% leem pelo menos um livro por mês contra 42% dos homens. Nessa pesquisa, 65% afirmaram que leem por prazer, sendo ficção e romance os gêneros preferidos.
Mas, como não posso pecar pelo ufanismo, adianto que esse não é um fenômeno brasileiro. Pesquisas internacionais comprovam que as mulheres consomem mais cultura, ou seja, leem mais literatura de qualidade; assistem mais peças teatrais e filmes; visitam museus e exposições; e são maioria nas plateias de espetáculos de dança. Como se não bastasse, elas ocupam a maioria das cadeiras nos cursos de humanidades. Na Europa e Estados Unidos, por exemplo, superam os homens na leitura de ficção.
Em viagem recente a Paris para participar de encontros com autores, tive acesso – pela leitura de jornais e conversas informais com escritores franceses – a relatórios do governo francês que analisam dados de pesquisas realizadas entre 1973 e 2003 sobre a relação feminina com a cultura. Em 1973, por exemplo, 72% dos homens franceses leram um livro em 12 meses; em 2003 esse índice caiu para 63%. Entre as mulheres, o índice subiu de 68% (1973) para 74% (2003). Essa constância no crescimento do consumo cultural feminino ultrapassou o status de tendência para consolidar a permanência.